A graduação em Medicina passará a ser a mais presencial do país. É o que determinam as novas diretrizes para o ensino superior a distância, anunciadas pelo Ministério da Educação (MEC).
A decisão, que afeta também cursos como Direito, Odontologia, Enfermagem e Psicologia, representa uma mudança significativa na forma como as instituições poderão ofertar graduações a partir dos próximos anos.
A ideia central da nova norma é simples: não será mais permitido cursar Medicina 100% online no Brasil, e nem qualquer uma das cinco áreas mencionadas.
A diferença é que, enquanto os demais cursos poderão ter até 30% de aulas a distância, a Medicina terá um limite ainda menor, tornando-se a carreira com maior exigência de presencialidade.
O que motivou a decisão do MEC sobre o Ensino Superior a distância?
O MEC já vinha estudando formas de limitar o avanço da educação a distância em áreas consideradas sensíveis, especialmente na saúde.
O crescimento acelerado de graduações remotas em Medicina acendeu um alerta entre autoridades, conselhos profissionais e parte da sociedade.
O argumento é de que profissões que lidam diretamente com vidas humanas precisam garantir formação prática de alta qualidade, algo que não se pode atingir apenas com videoaulas e fóruns online.
“Medicina exige presença, vivência e contato humano. Não é possível garantir isso em um curso totalmente remoto”, comentou o ministro Camilo Santana, durante as discussões sobre o tema.
A nova política de ensino superior a distância é vista como uma forma de proteger tanto os estudantes quanto a população que será atendida por esses futuros profissionais.
O que muda na prática para os cursos?
Com a nova norma, nenhuma instituição poderá oferecer os cursos de Medicina, Direito, Enfermagem, Psicologia e Odontologia em formato exclusivamente EAD.
Todos eles deverão garantir que ao menos 70% da carga horária seja presencial, e no caso da Medicina, esse percentual será ainda maior.

A porcentagem exata para os cursos de Medicina ainda será definida por uma resolução específica, que será publicada em breve. No entanto, já se sabe que ela ficará abaixo dos 30% permitidos aos demais cursos citados.
Além disso, mesmo as atividades online precisarão ter maior interação entre professores e alunos, com prioridade para aulas síncronas (em tempo real) e avaliações feitas obrigatoriamente de forma presencial.
Quem já está matriculado será afetado?
Não. Segundo o MEC, quem já estiver matriculado ensino superior a distância antes das novas regras entrarem em vigor poderá concluir o curso com as normas anteriores. Isso significa que o impacto maior será para novos ingressantes a partir de 2027.
As instituições que forneciam ensino superior a distância, terão tempo para reestruturar seus cursos e adaptar os polos presenciais às novas exigências. Até lá, a expectativa é que as novas regras contribuam para elevar o padrão de qualidade das graduações nessas áreas.
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